
A Polícia Civil do Estado de Rondônia deflagrou a terceira fase da Operação Quirinus. A ação teve como foco central desarticular uma rede de comunicação clandestina utilizada por lideranças do crime organizado custodiadas no sistema prisional. O principal investigado nesta etapa é um advogado suspeito de atuar como intermediador para a transmissão de ordens internas para comparsas em liberdade.
A investida foi coordenada pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 2), com apoio da Polícia Penal, e executou:
10 mandados de busca e apreensão em endereços pessoais, domiciliares e veiculares;
Diligências concentradas nas cidades de Porto Velho e Pimenta Bueno;
Intervenções e revistas estruturais em unidades prisionais, incluindo alas associadas ao Comando Vermelho e celas da Casa de Detenção de Pimenta Bueno.
De acordo com os relatórios do inquérito policial, o advogado investigado utilizava prerrogativas da profissão para facilitar a circulação de recados e ordens ilícitas. As investigações apontam que ele funcionava como ponte entre o controle interno da cúpula da facção nos presídios e a atuação de membros nas ruas, além de viabilizar acessos indevidos a canais de contato externos.
A identidade do profissional não foi tornada pública pelas autoridades, conforme determina a legislação processual e as garantias constitucionais.
Esta fase decorre do aprofundamento das apurações iniciadas em etapas anteriores da Operação Quirinus. Na segunda fase, deflagrada em agosto, a polícia concentrou esforços em desarticular ataques a provedores de internet e disputas territoriais vinculadas ao tráfico de entorpecentes.
Os computadores, aparelhos celulares e documentos apreendidos durante os cumprimentos de mandado foram encaminhados à perícia técnica. A equipe de investigação analisará o material digital para comprovar a extensão das ordens expedidas a partir dos presídios e identificar outros possíveis envolvidos na intermediação criminosa.