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CPI presidida por Mariana Carvalho promove seminário sobre segurança cibernética durante jogos olímpicos

CPI presidida por Mariana Carvalho promove seminário sobre segurança cibernética durante jogos olímpicos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos presidida pela deputada Mariana Carvalho (PSDB – RO) promove seminário na próxima terça-feira (29) para debater a segurança cibernética durante a realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Segundo a congressista, o debate foi solicitado pelos deputados Silas Freire (PR-PI) e delegado Éder Mauro (PSD-PA), que manifestaram preocupação com a possibilidade de atos terroristas. Os parlamentares citaram reportagens publicadas em veículos de circulação nacional, segundo as quais a Associação Brasileira de Inteligência (Abin) teria detectado grande ameaça de recrutamento de jovens brasileiros.

Para o deputado Silas Freire, a situação extremista é preocupante, porque o Estado Islâmico ataca qualquer pessoa que não aceite os ensinamentos do Alcorão. Segundo ele, a chamada Irmandade, uma organização islâmica radical, atua em 70 países, e o Brasil, que é um Estado laico, aceita qualquer pessoa estrangeira, acreditando que são pessoas de paz. No entanto, ressalta o parlamentar, não se sabe se há brasileiros ligados ao Estado Islâmico. “Esses extremistas radicais ameaçam um ataque cibernético. Será que o Brasil não está nessa lista de países a serem atacados, uma vez que o mundo virtual é fragilizado em todos os sentidos? Não podemos tratar somente guerra física, pessoas-bomba, mas sim de guerra cibernética.

É notório que nossa segurança é fragilizada, não se pode deixar acontecer o primeiro ataque para posteriormente buscar soluções”, pondera. Delegado Éder Mauro alerta que essa possibilidade já foi alvo de discussões entre representantes da Casa Civil, do Ministério da Justiça, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); da Polícia Federal; e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ele ressalta, contudo, que o governo não quer chamar atenção para o problema, já que o Estado Islâmico tem obtido sucesso em arregimentar seguidores. “Pelas investigações, apesar de o Brasil não ter histórico de terrorismo, o interesse do Estado Islâmico é ampliar o espectro de recrutamento de novos militantes para a América do Sul.

O evento [Jogos Olímpicos] reunirá no Rio de Janeiro não apenas jovens de todas as regiões brasileiras, mas também atletas e visitantes do mundo inteiro” avalia.

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